5 de maio de 2016

MAÇA DO LINHO

Este utensílio de trabalho, serve para maçar a planta do linho que é pousada sobre uma bancada de pedra que dá pelo nome de maçadoiro.
A maça geralmente é feita de madeira de bucho.
Hoje em dia, este utensílio está em desuso devido a ser muito raro encontrar quem ainda produza linho manualmente.
Deixo uma música sobre este temaClique aqui para ouvir

31 de outubro de 2014

INVENÇÃO ELECTROACÚSTICA

 
Esta invenção nasceu de um gravador avariado que foi desmontado e aproveitado o motor para a construção do engenho.

TÍRÓTE COM SUPORTE

Antigamente as crianças transportavam o tiróte no bolso mas este como peça de museu teve que ter um suporte.

URDIDEIRA

Utensílio usado para preparar os fios ( linho ou algodão) antes de se pôr no tear. Este exemplar foi feito a partir de uma miniatura que se encontrava dentro de uma garrafa que partiu e que foi trazida da Ilha da Madeira por um Tio avô paterno que era cozinheiro a bordo de um navio.

Novo ARADO

O primeiro arado foi feito da imaginação e este foi a partir de um arado velho descoberto em 2014, em Infesta.

16 de maio de 2014

Cozinha Tradicional de Infesta - Terras de Bouro

 





 
Este trabalho representa a cozinha da casa onde morei dos 4 até aos 41 anos.
A cozinha era a parte principal da casa e onde se passava a maior parte do tempo.
Neste trabalho reproduzi os principais elementos da cozinha:
- A masseira
- O forno
- A mesa com o cântaro e o alguidar (para lavar a loiça)
- A borralheira (onde se botava a cinza)
- A mesa de subir e descer (para as refeições)
- O banco de encosto
- A gramalheira com a caldeira pendurada (para aquecer água)
- A capoeira por cima do forno (onde as galinhas recolhiam à noite).

15 de junho de 2012

TIRÓTE
 Antigamente as crianças de Carvalheira construiam e brincavam com os "tirótes" que eram feitos de madeira de sabugo. Conforme ilustram as imagens, o tiróte funciona com três elementos que são: o cano, o cabo e as balas. Primeiro introduz-se uma bala feita de papel (antigamente de estopa) amolecida na boca e empurra-se até à ponta do cano, de seguida introduz-se a segunda bala e empurra-se com força com o cabo. Este brinquedo imita muito bem uma espingarda porque projecta a bala de papel e emite com muita qualidade o som do disparo. Curiosamente em Vilarinho das Furnas este brinquedo chamava-se "estopo" derivado às balas serem de estopa.
Tal como os restantes trabalhos este também vai poder ser visto e experimentado no Museu Etnográfico de Vilarinho das Furnas - Gerês.

13 de julho de 2010


A Exposição dos Meus Trabalhos. Visitem até Setembro e aproveitem para passear no Gerês.

21 de maio de 2010

CAMBÃO

O Cambão serve para atrelar o jugo ao arado. Há dois tipos de cambão:
O Cambão de pé, o do lado direito na foto, que liga directamente ao arado através da chavelha que é o pauzinho que se vê na ponta e que se retira e se volta a colocar, para prender, depois de encaixado no jugo.
O Cambão de acamboar, o do lado esquerdo da foto, que atrela ao cambão de pé quando é necessário usar mais do que uma junta de animais.

18 de fevereiro de 2010

O MOINHO



Em Terras de Bouro ainda se encontram moinhos, embora em ruinas.
No Lugar de Infesta existiam 3 iguais a este, ao todo no concelho devem ter existido cerca de uma centena ou mais.
Para fazer esta réplica do moinho de rio, cortei uma ripa de pinho nórdico às fatias e colei-as de forma a imitar as pedras sobrepostas, tal como eram as paredes. No interior coloquei o "pé da mó" também conhecido por "mó de baixo", coloquei a "mó" que era uma roda de pedra, as "cruzes" que serviam para levantar e baixar a "mó", a "adelha" onde se colocava o grão e ao fundo da "adelha" o "adelhão" que levava o grão até ao buraco da "mó". Ao lado do "adelhão" encontra-se uma outra "cruz" que chamavam de "cadelo" que apoia uma ponta no "adelhão", outra ao lado da "mó" e a terceira arrasta em cima da "mó" fazendo estremecer para levar o grão a cair.
Na parte de baixo do moinho a que chamamos o "inferno do moinho" está o "rodízio" que empurrado pela água faz girar a "mó" e a "cale" que serve para levar a água até ao "rodízio".

21 de janeiro de 2010

MOTA DE MADEIRA




Antigamente na minha terra, crianças e adolescentes usavamos este velocípede de três rodas como brincadeira e entretenimento. Veloz quando a descida era acentuada, para cima empurravamos a mota e para baixo vinhamos em cima dela.
Era construida em madeira, quase sempre pelos próprios utilizadores que disputavam entre si as melhores motas o que levava ao aperfeiçoamento da construção, apesar de não ter conhecido nenhum construtor que tivesse chegado a engenheiro mecânico, assim como não se conhece nenhum registo de patente deste veículo.
As rodas eram feitas marcando-se com um compasso de carpinteiro numa tábua e a seguir cortava-se com uma serra de cortar redondo. Presentemente eu para fazer as rodas faço um quadrado de madeira e rompo-lhe as esquinas até ficar redondo e aplico-lhe lixa para aperfeiçoar.

A ROCA

A roca é feita com uma vara de oliveira, uma roda de cortiça, com um furo ao meio e alguns pedaços de cana. Com uma navalha faz-se na ponta mais grossa da bara, uma pirâmide de quatro lados, na qual também com a navalha se fazem pequenos traços, um pouco mais a baixo , fazemos um pequeno corte à volta da vara, fazendo depois um encaixe no qual, com uma sovela se faz furos à volta da vara, em direção ao castelo, que é como se chama essa pirâmide; mais a baixo fazemos outro encaixe, mas desta vez os furos são feitos em direção à outra ponta da vara. Pondo em seguida a roda de cortiça ao meio dos encaixes. Em seguida preparamos os pedaços de cana, que devem ser mais largos ao meio, acabando em bico para os dois lados.
Preparação: mete-se num furo uma ponta da cana, que passa sobre a roda e vai novamente para a vara, prendendo noutro furo, repete-se isto até que a roda fique coberta de canas: ficando com uma forma oval.Também faz parte da roca, o fuzo que é um pedaço de madeira, redondo que acaba em bico ,sendo esse bico de metal, com rosca na ponta: Isto é uma roca!

"Minha roquinha de pau de oliveira, diz minha mãe que não sou fiadeira, diz o meu pai: caminhar caminhar, e diz minha mãe que não há que me dar."

Esta peça era usada parafiar ou seja para transformar lã de ovelha, ou carneiro, e também linho em fio, que era usado para fazer as roupas, muito necessárias para o ser humano se vestir, e assim proteger-se do frio, também se fazia roupas para as camas que no Inverno dão muito jeito.

9 de outubro de 2009

CARRO DOS BOIS

Em Terras de Bouro conhecido por "Carro das Vacas" porque os bois só são usados para procriar.

A peça da frente, chamada "jugo" serve para "cangar" as vacas pelo pescoço e pode ser atrelada a qualquer coisa que seja preciso as vacas puxarem. A segurar o eixo do carro estão as "cantadoiras" que são apertadas por uma "tarracha" que liga uma à outra. Ao prender o eixo, no meio, quanto mais se aperta mais trava e mais "chia" e com este som identifica-se ao longe o carro a andar, daí o nome "cantadoiras".

RABIÇA

Miniatura de arado, conhecido por "rabiça" e mais antigo do que o arado de ferro. Servia para lavrar as terras mais moles, como as dos campos de centeio onde com a "rabiça" se faziam os regos para correr a água em volta do campo, o que se chamava "margear".
ENGAÇO

Miniatura de utensilio agricola usado para alisar a terra, apanhar feno e outras coisas. Antigamente eram feitos pelos próprios agricultores que usavam a madeira do salgueiro, execpto para os dentes que eram de oliveira seca por ser mais dura.

MALHO

Utensilio agricola usado para "malhar" o centeio.

ESPADELA

Utensílio usado para "espadar" o linho.

8 de outubro de 2009

ESPADA

Miniatura de espada, maior um bocadinho do que as outras, feita para brincar, no tempo em que também se usavam as "Fisgas".

AVIÃO

Outra criação minha, baseada num dos primeiros brinquedos que tive em criança: um avião.

INVENTO SEM NOME

É uma espécie de torre eólica imaginada por uma pessoa cega que não chegou a conhecer as verdadeiras.
Para substituir o vento que as faz girar, neste caso, foi colocado um pequeno motor dentro da base que ligado a uma pilha vai fazer girar a helice.